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Yu‑Gi‑Oh Master Duel limita criação de cartas banidas para fechar brecha no sistema

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A equipe de Yu‑Gi‑Oh Master Duel, o popular jogo de cartas digital da Konami, anunciou uma atualização significativa no sistema de criação de cartas. O objetivo é eliminar uma brecha que permitia aos jogadores forjar cartas que acabavam de ser banidas — uma forma de contornar a proibição instaurada pelo banlist. Agora, quando uma carta é removida da rotação legal, ela também passa a ser incapaz de ser criada via crafting, tornando a proibição ainda mais eficaz.

O sistema de crafting em Master Duel existe para permitir que os jogadores insiram cartas específicas no seu acervo, mesmo sem abrir pacotes ou completar desafios. Anteriormente, usuários criavam cartas populares usando recursos do jogo e, após verificarem que tinham cartas banidas, simplesmente as desmontavam para recuperar recursos e recriá-las posteriormente. Essa falha permitia a permanência de cartas banidas no inventário, o que quebrava a consistência das restrições e impactava algumas dinâmicas de jogo.

A atualização vem no momento exato, já que a banlist de julho aplicou mudanças relevantes no meta, como o banimento da peça central da estratégia “Snake‑Eye”, a carta “Snake‑Eye Oak”. Com a reformulação no crafting, cartas como essa não poderão mais ser produzidas enquanto estiverem banidas, reforçando o equilíbrio competitivo e a integridade das partidas. A equipe afirma que essa medida ataca diretamente aqueles que dependem de brechas para evitar a eficácia completa do banimento.

Ainda que a Konami promova atualizações mensais da lista de cartões proibidos — geralmente no início de cada mês —, a mudança no sistema de criação adiciona uma camada técnica que impede contornos não intencionais feitos pelos jogadores. Essa é uma forma clara de garantir que o banlist cumpra seu propósito: controlar as cartas dominantes e manter a jogabilidade justa para todos, garantindo que o metajogo não seja distorcido por quem conseguir driblá-lo com criatividade.

A recepção da comunidade tem sido majoritariamente positiva. Jogadores competitivos veem a decisão como necessária, uma vez que evita que países com restrições técnicas ou menor capacidade de participar do ecosistema global da Konami tentem usar atalhos. Por outro lado, fãs casuais afirmam que a regra aumenta o senso de valor das cartas e incentiva a criação de decks alternativos, em vez de se apoiar em combos facilmente acessíveis. Essa tensão entre a rigidez das regras e a liberdade dos jogadores é típica em sistemas TCG digitais, e essa mudança parece equilibrar bem os dois aspectos.

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