Novo nível de raridade é destaque do Worlds 2025; primeiras cartas incluem Charizard X, Gardevoir e Lucario
As Mega Evoluções estão oficialmente de volta ao universo do Pokémon Trading Card Game, e com elas vem um tempero novo para colecionadores e jogadores: a Mega Attack Rarity, ou simplesmente MAR. Revelada durante os holofotes do Mundial de 2025, a nova raridade presta homenagem direta à era XY — quando as primeiras Mega EX estamparam ataques enormes no meio da ilustração — e atualiza a estética para a geração atual do TCG. Se o coração do colecionador bateu mais forte, não está sozinho: Mega Charizard X EX, Mega Gardevoir EX e Mega Lucario EX já foram mostrados como as primeiras cartas MAR, e um teaser de Mega Dragonite também roubou cena. Em paralelo, a temporada do outono promete ferver: Mega Evolutions chegam ao TCG Pocket e terão espaço competitivo em eventos oficiais, enquanto as mesas físicas se preparam para pré-releases e lançamento da expansão temática de Mega Evolução ainda em setembro.
O que é a Mega Attack Rarity (MAR)
A novidade é uma “classe” de raridade com assinatura visual marcante: o nome do ataque aparece integrado à arte principal, em tipografia grande, resgatando a vibe das Mega EX de 2014, mas com um twist cultural divertido. Nas versões em inglês, o ataque surge em katakana; nas versões japonesa e coreana, o contrário — o nome vem em inglês, estampado sobre a ilustração. É um aceno aos fãs de longa data e, claro, um chamariz irresistível para quem ama artes que pulam da moldura. Para completar, as cartas reveladas até agora fazem jus à pompa: Mega Charizard X EX sendo aquela usina de hype em chamas, Mega Gardevoir EX dominando o campo com elegância e Mega Lucario EX carregando o espírito “porrada técnica” que o lutador sempre representou.
Como as Mega Evoluções funcionam nesta era
As Mega Evolution Pokémon ex retornam com um conjunto de regras que equilibra poder bruto e risco calculado. São tanques e canhões ao mesmo tempo, mas, quando nocauteadas, rendem três Prizes ao oponente. É uma mecânica que cheira a “alto risco, alta recompensa” — perfeita para metas explosivas e viradas cinematográficas. Outro detalhe desta fase é a abordagem de evolução: as Megas vêm categorizadas como Basic, Stage 1 ou Stage 2, dependendo do Pokémon, o que ajusta as curvas de setup e aceleração de cada deck. Em suma: dá para encaixar Mega com plano agressivo ou mais cadenciado, e isso faz o metagame salivar.
As cartas que já apareceram sob os holofotes
- Mega Charizard X EX: queridinho eterno da franquia, volta sob a forma X, a variante dragão que agita o termômetro de qualquer coleção. Além do impacto estético, é carta de vitrine para a raridade MAR.
- Mega Gardevoir EX: estilosa e perigosa, combina presença de mesa e escalabilidade de dano quando a engine do deck engrena. A favorita de quem gosta de setups inteligentes.
- Mega Lucario EX: tradução de pressão constante. O design clássico de Lucario em versão Mega sugere agressão com midgame forte e linhas de jogo que aproveitam bem itens de boost.
- Mega Dragonite (teaser): inspirado no visual visto em Legends: Z-A, o dragão dá as caras como promessa para expansões seguintes — aquela “carta de pôster” que acende a expectativa a médio prazo.
Black & White Rarity abriu o caminho em julho
Antes de MAR, 2025 já tinha mexido no tabuleiro das raridades com a BWR (Black & White Rarity), lançada na dupla Black Bolt e White Flare. O pacote trouxe artes monocromáticas de Reshiram EX e Zekrom EX, com textura e brilho que homenageiam as full-arts clássicas de Unova. Foi um movimento certeiro para reacender nostalgia e testar a receptividade do público para propostas de raridade mais “conceituais”. O sucesso abriu a pista para a chegada das Megas com pompa — e para MAR estrear sob aplausos, não sob desconfiança.

Datas-chave: quando jogar, quando colecionar
O calendário de curto prazo está bem desenhado. A expansão focada em Mega Evolução tem lançamento marcado para 26 de setembro, com pré-releases no circuito Play! Pokémon a partir de 13 de setembro. Ou seja, dá para encostar nas Megas “no mundo real” duas semanas antes de o set chegar às prateleiras, sentir a textura, testar linha de evolução e começar a medir o impacto no meta local. No digital, o outono também será movimentado: Mega Evolutions chegam ao Pokémon TCG Pocket, oferecendo um playground rápido para experimentar interações e aprender o ritmo das novas cartas sem depender do estoque da lojinha.
Impacto para colecionadores: arte, raridade e hype controlado
Colecionador vive de história que a carta conta, e MAR vem com narrativa pronta. O ataque escrito sobre a arte dá identidade imediata — é o tipo de design que funciona tanto em binder temático quanto em moldura. A tendência é vermos alta demanda inicial por Charizard (surpresa nenhuma), mas Gardevoir e Lucario também têm fandoms fiéis que se traduzem em procura consistente. O conselho padrão se aplica: abra produto se curte a experiência, mas, para caçar peças específicas, singles costumam ser o caminho mais racional.
Outra questão é a distribuição: como MAR se posiciona entre as raridades premium? Se a tiragem for similar às “alt arts” disputadas, prepare o bolso; se vier com frequência um pouco mais amigável, veremos um boom de coleções pessoais celebrando as Megas sem transformar todo pack opening em montanha-russa emocional. Por ora, a leitura é de raridade “de respeito”, não de desespero — o suficiente para brilhar, sem virar lenda urbana.
Impacto para jogadores: três Prizes doem, mas a explosão compensa
No competitivo, três Prizes por nocaute é um freio dramático para any deck que tenta “snowballar” sem pensar. Isso força linhas de jogo mais cuidadosas: escolher quando expor a Mega, planejar turnos com múltiplos knockouts, construir engines que aproveitam o curto espaço de tempo em que a Mega domina a mesa. Em contrapartida, o teto de dano e a pressão na board podem ganhar jogos sozinhos se a janela abrir. Itens de boost (como os “Power Tablets” da vez) e suportes de aceleração de energia vão definir quem transforma MAR em checkmate, e quem só arregala o olho para a arte.
Como MAR conversa com o meta atual
- Decks de aceleração: amam Megas que convertem energia extra em dano progressivo. Eles ficam mais altos, mais pesados, e sustentam pressão por mais turnos.
- Decks de controle: tentam punir a exposição da Mega com hand disruption e denial de recursos. Se derrubam uma Mega em tempo, já encostam nos três Prizes de uma vez.
- Prizers de 2 vs. 3: alinhar contagem de Prizes vira matemática fina — perder uma Mega e um Basic pode entregar o jogo se o oponente tiver linhas de snipe.
- Techs e counters: stadiums que limitam aceleração, ferramentas que mitigam dano e tech attackers que batem em fraqueza das Megas da vez vão pipocar em listas.
Pré-release: o que esperar nas mesas
Pré-release é oficina de deckbuilding e laboratório social. Com Megas na mistura, a graça é experimentar sequências de evolução, entender o timing de baixar “o bicho” e aprender a proteger a vantagem. Não espere ambiente idêntico ao meta de torneio: a aleatoriedade do kit e a vibe festiva favorecem surpresas. Ainda assim, os sinais aparecem cedo: aqueles combos “de cozinha” que funcionam no selado viram base para testar no Standard da loja depois.
TCG Pocket: efeito training mode
A chegada de Megas no Pocket permite fazer algo que o físico não entrega com a mesma velocidade: iterar. Testar interações, aprender contagens de energia/dano e ver como a mecânica “respira” sem investir logo de cara em físico. Para quem joga torneios, Pocket vira um simulador de conceitos; para quem é só colecionador, vira um buffet de artes e nostalgia com pitadas de estratégia.
Nostalgia bem dosada: por que o retorno faz sentido
Megas são memórias afetivas de uma geração inteira do TCG. O período XY trouxe cartas que eram poster ambulante, com presença de mesa absurda e um jeitão de “clímax” de partida. Trazê-las de volta com linguagem de design moderna e um meta mais maduro é a jogada certa: conversa com veteranos sem alienar novatos. MAR funciona como selo de autenticidade dessa promessa: não é só mecânica voltando; é uma estética, um grito visual.
Guia rápido: como se preparar para a era MAR
- Escolha seu alvo: defina a Mega que combina com seu estilo (pressão, setup, escalabilidade).
- Planeje a economia: três Prizes exigem planos B e C — não aposte todas as fichas em uma peça.
- Entenda suas contagens: energia, itens de boost e linhas de evolução precisam caber no baralho sem travar.
- Treine pilotagem: timing é tudo. Saber quando baixar, quando recuar e quando sacrificar decide partidas.
- Cuide do binder: sleeves e pastas de qualidade protegem o brilho de MAR do jeito que a nostalgia merece.
Perguntas que ainda ficam no ar
- Qual será a distribuição exata da raridade MAR nos boosters? Isso dita expectativa e preço.
- Quais Megas completam o “trio de metas” nos primeiros sets? Um Dragão, uma Psíquica e um Lutador já pintaram; e o resto?
- Pocket terá eventos que “dialogam” com o físico para ensinar a mecânica? Sinergia entre ecossistemas acelera adoção.
- Haverá suporte de reprint/itens dedicados para sustentar as Megas sem inflacionar o meta?
Fechando com o humor da casa
Se tem algo mais forte que Mega Charizard X é a ansiedade do colecionador vendo MAR brilhar sob a luz da vitrine. A boa notícia é que, desta vez, dá para dividir o hype com estratégia: testar no Pocket, sentir no pré-release e só então decidir se a Mega vai para o binder ou para o tapetão do campeonato. E, se a banca não sorrir no booster, sorria você com um trade bem feito — Mega frustração não é tipo de dano que entra na contagem de Prizes.